Formar sujeitos críticos, com uma visão sobre o mundo, que interrogam os seus pressupostos teóricos em permanência, com competências clínicas e de investigação científica.
Para o pleno exercício da Psicoterapia, sob o paradigma fenomenológico-existencial.
Victor Amorim Rodrigues
Membro Fundador,
Presidente da Direção da SPPE
Difícil de dizer porque o Dasein não se regula pela temporalidade individual. Posso apenas falar de uma experiência plural, rica e contraditória, feita de alegrias e contrariedades, lealdades e traições, lagrimas de riso e de raiva, não muito diferente do que já tinha observado em outras sociedades no meu percurso formativo. Homo homini lupus. A diferença é que esta sociedade é em parte minha filha, reconheço o meu DNA parcial mas indelevelmente impresso nas suas feições. Bem sei que com o tempo esses traços se irão apagando até se tornarem irreconhecíveis mas será sempre reconfortante sentir que poderei enumerar a sppe entre as coisas que estão para lá de mim e para as quais dei a minha contribuição com a entrega do que sou. Põe quanto és no mínimo que fazes diz-nos o Poeta. Como creio que a poesia é a casa do Ser lá fui procurando obedecer e o mínimo tornou-se maior e dá pelo nome de Sociedade Portuguesa de Psicoterapia Existencial.
Edgar A. Correia
Membro Fundador,
Presidente do Conselho de Ensino da SPPE
A minha aventura com o existencialismo começou quando resolvi, ainda no 3º ano da faculdade, fazer um trabalho a criticar o conceito de empatia que o Dr. Carvalho Teixeira nos havia apresentado numa aula. O que visava uma crítica cética, transformou-se numa identificação com o modelo, que me levou a procurar formação em psicoterapia existencial no estrangeiro, pois ainda não existia em Portugal. Juntamente com o Daniel Sousa, rumamos a Londres e, no regresso, em conjunto com os nossos professores portugueses (José Carvalho Teixeira, Paula Ponce Leão e Vítor Amorim Rodrigues), tornou-se natural fundar a Sociedade Portuguesa de Psicoterapia Existencial (SPPE) e trazer formação para o nosso país. Desde então (abril de 2006), abriu-se um caminho, nem sempre fácil (como para qualquer “existência” que se faça na finitude), que me permitiu aprender e tornar-me na pessoa e no psicoterapeuta que sou hoje, pelo contacto rico e desafiante com os formandos e colegas que constituem esta instituição. Bem hajam e obrigado por fazerem parte daquilo que vou-sendo.
Esperamos contar com a vossa presença neste percurso de encontro, escuta e desenvolvimento experiencial.
Com uma duração de 4 anos, segue as rigorosas directivas de formação de psicoterapeutas da European Association for Psychotherapy (EAP), garantindo um treino completo e exigente e uma credenciação que possa vir a ser reconhecida noutros países do espaço europeu.
Sobre uma sólida componente teórico-metodológica, este curso coloca especial ênfase na dimensão prática, através do treino sistemático da situação terapêutica, de uma forte componente experiencial e de uma supervisão que acompanha todo o percurso formativo como parte integrante e indissociável da formação.
Visão Formativa Central – Conteúdos
Formação assente em três grandes eixos gerais
1. Competências técnicas básicas/comuns para o exercício da psicoterapia
(competências clínicas baseadas na evidência empírica)
2. Desenvolvimento das características pessoais do psicoterapeuta potenciadoras de melhores outcomes (desenvolvimento pessoal)
3. Teoria e prática do modelo fenomenológico-existencial (análise compreensiva do problema, do processo terapêutico e das técnicas e métodos específicos da psicoterapia existencial)
Tem sido patente, a nível internacional, uma exigência crescente no sentido da psicoterapia comprovar os resultados da sua acção, e estabelecer-se como disciplina que segue os mais rigorosos critérios científicos.
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